2/18/10

The Red Blood Connection, Tangerine Dream

Uma faixa do álbum Seven Letters from Tibet:

Seven Letters from Tibet é um álbum de estúdio que foi lançado em 2000. Cada faixa tem no seu título uma cor.

The Red Blood Connection é a primeira faixa. É uma música calma, relaxante e, acima de tudo melódica. O inicio praticamente define o resto da faixa. As pads acompanham o ouvinte desde o inicio até ao fim, alterando as suas notas de tempo em tempo.

Aos 1:35 temos a entrada de uma sonoridade que vai estabelecer um ambiente medieval à música. É-nos apresentada uma melodia linda e triste para ouvir. As pads perdem a independência, e passam a acompanhar a maravilhosa melodia que parece não ter fim.

Aos 3:07, a melodia gentil toma uma pequena pausa, e entra um coro que traz consigo um dramatismo intenso.

Quando menos esperamos, a música termina abruptamente. No entanto, para quem ouve o álbum de seguida, parece renascer de uma forma mais alegre na faixa seguinte, The Orange Breath.

Veredicto: 7/10 ★★★★★★★★☆☆

2/14/10

Euphoria (Firefly), Delerium

Do álbum Karma.

Euphoria (Firefly), a sétima faixa do álbum Karma, lançado em 1997 pelo grupo canadiano Delerium, conta com a voz de Jacqui Hunt.

Tal como as outras faixas, esta tem uma introdução exótica. Aos 0:22 a música sofre uma mudança enorme e começam os vocais.

A voz de Jacqui Hunt, calma e sedutora, assenta perfeitamente neste genero de música. A letra é muito enigmatica, talvez reminescente de Enigma, mas não deixa de ser original e bonita. O refrão (aos 1:47) é cantado de uma forma muito expressiva e emotiva.

A música em si está muito bem produzida. Possui uma melodia a piano, tal como o seu outro hit Silence, efeitos estereofónicos interessantes e um bom ritmo. É uma música que fica no ouvido.

Veredicto: 8/10 ★★★★★★★★☆☆

2/13/10

Peschi, Reload

Do álbum “A Collection of Short Stories”

Em 1993 foi lançado um álbum chamado A Collection of Short Stories por Reload, um dos muitos nomes colectivos usados por Tom Middleton e Mark Pritchard.

A segunda faixa, Peschi, segue uma fórmula e estrutura parecida a algumas outras faixas desde álbum. Para começar, tem uma duração de 7 minutos. É introduzida de uma forma simplista cujo ritmo vai desenvolvendo até se tornar bastante complexo. Tem uma melodia calma apesar das batidas não permitirem que a faixa assim o seja também.

Se há algo que admiro nestes dois é que as faixas são sempre construídas de um modo inteligente. Esta música não é excepção, e apesar de nos apresentar vários ritmos ao longo do tempo, estes estão organizados inteligentemente e agradam ao ouvido.

A música atinge o seu melhor aos 4:50, após uma longa pausa ao ritmo anterior que funciona como técnica para induzir um estado ambiental ao ouvinte.

Veredicto: 7/10 ★★★★★★★☆☆☆

2/10/10

La Puerta Del Cielo, Enigma

Do álbum Seven Lives Many Faces.

Seven Lives Many Faces é, como o próprio nome indica, o sétimo álbum da série Enigma, um projecto musical de Michael Cretu. Este álbum, tal como os últimos dois, é uma inovação na sonoridade do projecto, o que é possível observar com o uso de batidas de hip-hop misturadas com sons orquestrais na faixa com o mesmo nome, Seven Lives.

La Puerta Del Cielo, um dos singles deste álbum, é a sétima faixa. A primeira coisa que ouvimos é a voz de Margalida Roig em eco aquático, cantando num dialecto de catalão. Logo após um pequeno verso que para a maioria de nós parece estranho e exótico, entra a sonoridade eletrónica cheia de efeitos de vozes distorcidas.

O que mais me atrai nesta faixa é a sua estranheza (o que é comum nas músicas de Enigma). Neste caso o uso intensivo do bass com os estranhos sons que acompanham a voz de Margalida, criam uma atmosfera éterea fora do comum. Esta é definitivamente uma das músicas que dá prazer ouvir mais do que cinco vezes seguidas.
Ao minuto 1:55, a faixa acalma. Infelizmente, ao regressar ao estado anterior, no minuto 2:28, algo parece que está errado. Não consigo ao certo entender o quê, mas parece que a faixa perde intensidade ambiental. No entanto, rapidamente termina e lá vou eu clicar no play again.

Veredicto: 8/10 ★★★★★★★★☆☆

2/9/10

Kuvera, E.S. Posthumus

Do álbum Makara

Kuvera é a sexta faixa do álbum Makara, lançado no dia 02 de Fevereiro de 2010. Este álbum transmite uma sensação escura e “bombástica”, ao passo que o álbum anterior era mais leve.

Esta faixa inícia com uma introdução dramática, que culmina com a entrada da potente percussão. No início do primeiro minuto temos a adição de um coro, que apesar de inicialmente parecer inútil, vai-se tornando cada vez mais essencial ao progresso dramático da música.

Esta é com certeza uma das melhores faixas do álbum. Transmite muito bem a sensação de dramatismo, tem uma melodia forte e consistente que pode ficar presa no ouvido, e está muito bem produzida.

Veredicto: 7/10 ★★★★★★★☆☆☆

2/8/10

Obscured by Klaus (Part II), Klaus Schulze & Pete Namlook

Do álbum The Dark Side of the Moog VII:

The Dark Side of the Moog é um projecto bastante interessante no que toca ao uso criativo de sons espaciais que remetem para uma viagem intensa. Escolhi esta faixa porque é uma daquelas que “ficam no ouvido”.

Esta faixa é a parte 2 do 7º álbum, sendo que a primeira parte serve como uma introdução perfeita (não está presente no vídeo).
A faixa começa imediatamente com uma batida intensa que se vai desenvolvendo, o que é comum nas faixas deste projecto que têm uma componente menor de chillout. Uma pequena coleção de sons ambiente perseguem o ouvinte, até que a batida abranda um bocado e chegam os beeps iniciais.

Assim que a introdução de beeps termina, a música regressa a um estado ambiente, com efeitos que, novamente, lembram uma viagem espacial. Após este pequeno momento, é-nos introduzida a melodia principal, que, apesar de simples, é utilizada de um modo criativo com a escolha de sons.

O resto da faixa basicamente segue a mesma receita, alternando entre sons ambiente e beeps melódicos.

Esta faixa, é mais tarde refeita de um modo mais épico, na parte 4 deste mesmo álbum (não está presente no vídeo). Desta vez os drums são mais fortes e ainda é-nos apresentado um som dramático que vai desenvolvendo até regressar à mesma melodia de beeps que conhecemos da segunda parte. Prefiro a quarta parte, que infelizmente não achei para colocar no vídeo.

Veredicto: 6/10 ★★★★★★☆☆☆☆