4/24/13

Sleep Games, by Pye Corner Audio



Minimalistic electro-ambience sounds echoing through your headphones. The album cover is a perfect description of the feeling that follows: it's dark, it's kinda moist, it's a bit lonely.
But above all that it's one of those works which has a very distinct sound.

The introductory track, which is also the title track, Sleep Games, serves as an establisher towards the entire album mood.
It's composed by a soft rhythm and a synth-melody that I could listen in a dark room, while laying in my bed trying to get the most pleasure of the darkness around me.

Another good track is The Black Mill VideoTape, which having the same distinctive sound has a very different feeling. It's more serious but still catchy.
Then there's Yesterday's Entertainment, which is basically like having something very pretty going around you, trying to get your attention but you can't see because it's so dark. The main synths are as nostalgic as they are beautiful.

For those who like synths, darkness and peace.
Rating: 7/10 ★★★★★★★☆☆☆

4/20/13

Stop with this sex stuff already - the review of "Get Lucky" - Daft Punk


highly mega zorbed hyped song from the band that everybody apparently loves daft punk. i heard it one, two, three thousand times the big opening to the sophomore album "discovery". but the album itself was not a discovery, not for music critics who already acclaimed the first album and not for the people who fought to buy one of the limited CDs of the previous album that were initially sold. 


it's obvious that after that much acclaim and gaining fans through the years, the announcement of a new album would be a major event to music this year. not only that, it seems to me that daft punk wants that, they are a band that is involved in many aspects of the presentation to the song, including fashion and graphical elements

the first single released has an interesting cover of a sunrise and the silhouettes of the band and the guest singer, i quite like the timeless feel that the single art (much like the song) has with the sun, 70's positioning of the band and all that good stuff.

the music has this feel good vibe with the distinct riff of guitar that sounds to me as if daft punk were trying to make the very basic instinct that they have when they were producing tracks like "One More Time", just not with anything new or interesting enough. the song feels repetitive, timeless but it gets tired after 5 listens. i honestly don't want to listen to it anymore and i feel like if this song blows up (it will) i will starting hating the sun, the luck and all the aspects involved. the lyrics are talking about sex, and getting luck and having fun together, pharell says:

 "getting lucky is not just sleeping with her, but meeting someone for the first time and it just clicking. there’s no better fortune in this existence, to me"

that's actually nice when you are first listening to it, but again it feels very repetitive and it ain't going nowhere. should have gone? i don't know, but it sure is an annoying track.

i imagine this song is like packing your clothes, closing your bag, getting to the car and realizing you don't have a car and has to stay at home repeating the same thing over and over.

5/10 ★★★★☆☆

2/18/10

The Red Blood Connection, Tangerine Dream

Uma faixa do álbum Seven Letters from Tibet:

Seven Letters from Tibet é um álbum de estúdio que foi lançado em 2000. Cada faixa tem no seu título uma cor.

The Red Blood Connection é a primeira faixa. É uma música calma, relaxante e, acima de tudo melódica. O inicio praticamente define o resto da faixa. As pads acompanham o ouvinte desde o inicio até ao fim, alterando as suas notas de tempo em tempo.

Aos 1:35 temos a entrada de uma sonoridade que vai estabelecer um ambiente medieval à música. É-nos apresentada uma melodia linda e triste para ouvir. As pads perdem a independência, e passam a acompanhar a maravilhosa melodia que parece não ter fim.

Aos 3:07, a melodia gentil toma uma pequena pausa, e entra um coro que traz consigo um dramatismo intenso.

Quando menos esperamos, a música termina abruptamente. No entanto, para quem ouve o álbum de seguida, parece renascer de uma forma mais alegre na faixa seguinte, The Orange Breath.

Veredicto: 7/10 ★★★★★★★★☆☆

2/14/10

Euphoria (Firefly), Delerium

Do álbum Karma.

Euphoria (Firefly), a sétima faixa do álbum Karma, lançado em 1997 pelo grupo canadiano Delerium, conta com a voz de Jacqui Hunt.

Tal como as outras faixas, esta tem uma introdução exótica. Aos 0:22 a música sofre uma mudança enorme e começam os vocais.

A voz de Jacqui Hunt, calma e sedutora, assenta perfeitamente neste genero de música. A letra é muito enigmatica, talvez reminescente de Enigma, mas não deixa de ser original e bonita. O refrão (aos 1:47) é cantado de uma forma muito expressiva e emotiva.

A música em si está muito bem produzida. Possui uma melodia a piano, tal como o seu outro hit Silence, efeitos estereofónicos interessantes e um bom ritmo. É uma música que fica no ouvido.

Veredicto: 8/10 ★★★★★★★★☆☆

2/13/10

Peschi, Reload

Do álbum “A Collection of Short Stories”

Em 1993 foi lançado um álbum chamado A Collection of Short Stories por Reload, um dos muitos nomes colectivos usados por Tom Middleton e Mark Pritchard.

A segunda faixa, Peschi, segue uma fórmula e estrutura parecida a algumas outras faixas desde álbum. Para começar, tem uma duração de 7 minutos. É introduzida de uma forma simplista cujo ritmo vai desenvolvendo até se tornar bastante complexo. Tem uma melodia calma apesar das batidas não permitirem que a faixa assim o seja também.

Se há algo que admiro nestes dois é que as faixas são sempre construídas de um modo inteligente. Esta música não é excepção, e apesar de nos apresentar vários ritmos ao longo do tempo, estes estão organizados inteligentemente e agradam ao ouvido.

A música atinge o seu melhor aos 4:50, após uma longa pausa ao ritmo anterior que funciona como técnica para induzir um estado ambiental ao ouvinte.

Veredicto: 7/10 ★★★★★★★☆☆☆

2/10/10

La Puerta Del Cielo, Enigma

Do álbum Seven Lives Many Faces.

Seven Lives Many Faces é, como o próprio nome indica, o sétimo álbum da série Enigma, um projecto musical de Michael Cretu. Este álbum, tal como os últimos dois, é uma inovação na sonoridade do projecto, o que é possível observar com o uso de batidas de hip-hop misturadas com sons orquestrais na faixa com o mesmo nome, Seven Lives.

La Puerta Del Cielo, um dos singles deste álbum, é a sétima faixa. A primeira coisa que ouvimos é a voz de Margalida Roig em eco aquático, cantando num dialecto de catalão. Logo após um pequeno verso que para a maioria de nós parece estranho e exótico, entra a sonoridade eletrónica cheia de efeitos de vozes distorcidas.

O que mais me atrai nesta faixa é a sua estranheza (o que é comum nas músicas de Enigma). Neste caso o uso intensivo do bass com os estranhos sons que acompanham a voz de Margalida, criam uma atmosfera éterea fora do comum. Esta é definitivamente uma das músicas que dá prazer ouvir mais do que cinco vezes seguidas.
Ao minuto 1:55, a faixa acalma. Infelizmente, ao regressar ao estado anterior, no minuto 2:28, algo parece que está errado. Não consigo ao certo entender o quê, mas parece que a faixa perde intensidade ambiental. No entanto, rapidamente termina e lá vou eu clicar no play again.

Veredicto: 8/10 ★★★★★★★★☆☆

2/9/10

Kuvera, E.S. Posthumus

Do álbum Makara

Kuvera é a sexta faixa do álbum Makara, lançado no dia 02 de Fevereiro de 2010. Este álbum transmite uma sensação escura e “bombástica”, ao passo que o álbum anterior era mais leve.

Esta faixa inícia com uma introdução dramática, que culmina com a entrada da potente percussão. No início do primeiro minuto temos a adição de um coro, que apesar de inicialmente parecer inútil, vai-se tornando cada vez mais essencial ao progresso dramático da música.

Esta é com certeza uma das melhores faixas do álbum. Transmite muito bem a sensação de dramatismo, tem uma melodia forte e consistente que pode ficar presa no ouvido, e está muito bem produzida.

Veredicto: 7/10 ★★★★★★★☆☆☆

2/8/10

Obscured by Klaus (Part II), Klaus Schulze & Pete Namlook

Do álbum The Dark Side of the Moog VII:

The Dark Side of the Moog é um projecto bastante interessante no que toca ao uso criativo de sons espaciais que remetem para uma viagem intensa. Escolhi esta faixa porque é uma daquelas que “ficam no ouvido”.

Esta faixa é a parte 2 do 7º álbum, sendo que a primeira parte serve como uma introdução perfeita (não está presente no vídeo).
A faixa começa imediatamente com uma batida intensa que se vai desenvolvendo, o que é comum nas faixas deste projecto que têm uma componente menor de chillout. Uma pequena coleção de sons ambiente perseguem o ouvinte, até que a batida abranda um bocado e chegam os beeps iniciais.

Assim que a introdução de beeps termina, a música regressa a um estado ambiente, com efeitos que, novamente, lembram uma viagem espacial. Após este pequeno momento, é-nos introduzida a melodia principal, que, apesar de simples, é utilizada de um modo criativo com a escolha de sons.

O resto da faixa basicamente segue a mesma receita, alternando entre sons ambiente e beeps melódicos.

Esta faixa, é mais tarde refeita de um modo mais épico, na parte 4 deste mesmo álbum (não está presente no vídeo). Desta vez os drums são mais fortes e ainda é-nos apresentado um som dramático que vai desenvolvendo até regressar à mesma melodia de beeps que conhecemos da segunda parte. Prefiro a quarta parte, que infelizmente não achei para colocar no vídeo.

Veredicto: 6/10 ★★★★★★☆☆☆☆